Em controvérsias envolvendo sistemas informatizados, a simples demonstração de uma tela ou comportamento atual nem sempre explica o que ocorreu no período relevante. A perícia procura estabelecer condições reproduzíveis e fontes técnicas capazes de sustentar a reconstrução dos fatos.
Versão e ambiente
A mesma aplicação pode se comportar de maneira diferente conforme versão, configuração, dependências, infraestrutura e dados utilizados. Registrar essas condições é essencial para interpretar um teste.
Logs e trilhas de auditoria
Logs de aplicação, autenticação, auditoria e infraestrutura podem registrar eventos que não aparecem na interface. Sua origem, retenção, timestamps e integridade precisam ser considerados.
Banco de dados
Registros persistidos podem ajudar a verificar operações, estados e relacionamentos entre dados. O exame deve respeitar o escopo pericial e preservar a rastreabilidade das consultas e extrações realizadas.
Usuários, acessos e permissões
A perícia pode precisar distinguir falha do sistema, configuração inadequada, permissão concedida e ação realizada por usuário. Perfis e registros de acesso ajudam nessa diferenciação, sem presumir autoria apenas pela existência de uma credencial.
Exportação, portabilidade e integrações
Quando a controvérsia envolve retirada ou transferência de dados, devem ser observados formato, completude, estrutura, documentação, mecanismos de exportação e integrações disponíveis no período pertinente.
Reprodução controlada
Um teste pericial deve documentar pré-condições, passos executados, resultado obtido e limitações. Se o ambiente atual não reproduz o estado histórico, essa diferença precisa integrar a interpretação dos achados.
Veja a abordagem aplicada em Perícia em Software e Sistemas, além de Perícia Judicial em TI e Computação Forense.
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